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“A nossa luta é todo dia Somos mulheres
e não mercadoria !” Nesse 1° de maio – Dia
de Luta das(os) Trabalhadores(as), nós do Comitê Estadual
da Marcha Mundial de Mulheres no Ceará queremos saudar a
todos/as trabalhadores/as e dizer que há pouco ou quase nada
a comemorar.
A política adotada pelo governo brasileiro
tem seguido a tendência de mercantilizar os direitos conquistados
pela classe trabalhadora, visível na implementação
das “contrareformas” (trabalhista-sindical, previdenciária,
universitária).
Presenciamos uma sociedade marcada pelo desemprego
estrutural, diminuição dos postos de trabalho e pela
precarização das relações de trabalho,
o que ocasiona a crescente perda de direitos trabalhistas e fragiliza
a organização da classe trabalhadora.
Todas essas consequências têm atingido
de forma mais cruel a nós mulheres. Somos nós quem
mais sofremos com a divisão sexual do trabalho que invisibiliza
e desvaloriza o trabalho reprodutivo. Somos nós quem recebemos
os menores salários, que ainda ocupamos os cargos mais baixos.
Somos nós quem enfrentamos o peso de uma dupla ou tripla
jornada de trabalho. Tais consequências são ainda maiores
quando somos negras.
A Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade, lançada
no 8 de março em São Paulo, afirma a necessidade da
igualdade salarial entre mulheres e homens, o acesso a um trabalho
justamente remunerado, o direito de associação, de
organização e sindicalização dos/as
trabalhadores, como condições para a existência
de um mundo pautado em valores como a igualdade, a liberdade, a
solidariedade, a justiça e paz.
É com esse espírito de protesto e de
denúncia às atuais medidas adotadas pelo governo brasileiro
em consonância com as exigências dos organismos financeiros
multilaterais, mas também com a ousadia de reconstrução
desse mundo injusto que saudamos a todas/as nesse 1° de maio.
Comitê Estadual da Marcha Mundial de
Mulheres -CE
Representação Estadual da Rede
de Economia e Feminismo -CE
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