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Mesmo quando atravessamos uma vergonhosa crise política,
onde o espaço da democracia representativa é enxovalhado,
Mesmo no momento em que é divulgado para o mundo que o Brasil
ocupa o 2º lugar em desigualdades,
Mesmo diante de um quadro tão desalentador,
Será que tem sentido estarmos mobilizando toda a população
para se manifestar sobre a proibição do comércio
de armas de fogo e munições?
Tem sentido sim! E muito!
Armas de fogo são um elo na cadeia que se
inicia por onde são tomadas as decisões sobre as políticas
que irão orientar o projeto de poder do grupo de países
mais ricos do mundo, em aliança com as grandes corporações
e com as elites de cada país.
Essas decisões passam pelo rebaixamento da
soberania de países em desenvolvimento e países pobres;
pela usurpação de seus territórios; pela ampliação
de bases militares; pelo tráfico internacional de seres humanos
e de drogas; pela invasão de países; pela formação
de quadrilhas; pelo trabalho escravo nas grandes propriedades, por
todas as formas de violência contra a pessoa e, em especial
contra as mulheres; pela defesa do latifúndio; pela briga
no trânsito, até chegar na criança que encontrou
uma arma escondida no armário de casa e, sem querer atirou
na irmã.
Em todas essas situações, as armas
funcionam como instrumento de poder, de dominação
e opressão, tendo como aliadas a herança patriarcal,
a divisão da sociedade em ricos e pobres, o racismo, a homofobia,
a discriminação étnica e o abandono dos Estados
nacionais de suas funções de regulação
da sociedade e de proteção da população.
Podemos ir quebrando esse elo, quando nos envolvemos
em processos coletivos de participação popular e de
exercício de democracia direta, como a Campanha contra a
ALCA e o Plebiscito sobre a Dívida Externa, além de
outras iniciativas que já existem em nosso país, articuladas
entre pessoas de bem do mundo inteiro.
Pessoas que acreditam na vida como valor inalienável;
Pessoas que acreditam na PAZ como expressão mais profunda
da liberdade e nos Direitos Humanos como direito natural e, portanto,
acima de todos os direitos positivados (leis, costumes, culturas),
ou seja o direito ideal, não fundamentado na Lei e sim no
ser humano.
Nesse sentido, nos mobilizarmos para votar contra o comércio
de arma de fogo e munições, é estarmos nos
mobilizando para fortalecer “Jedais” unidos pela força
da PAZ, ou seja , o resguardo do direito natural, para que se mantenha
o sentido da nossa existência no mundo.
Diga SIM para a Vida
VOTE 2
Magnólia Azevedo Said – Diretora do
Esplar
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