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| 1ª Conferência Nacional de
Políticas para Mulheres |
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1ª
Conferência de Políticas para Mulheres reúne 2
mil mulheres em Brasília
Nos dias 15 a 17 de julho reuniram-se em Brasília
mais 2 mil mulheres, na 1ª Conferência Nacional de Políticas
para Mulheres. A 1ª CNPM reuniu representantes do governo e
da sociedade civil na proposição de diretrizes para
o Plano Nacional de Políticas para Mulheres, a ser elaborado
e implementado pela Secretaria Especial de Políticas para
Mulheres.
Estiveram presentes mulheres de todos os estados brasileiros. Entre
elas, militantes do movimento de mulheres e feminista – negras,
brancas, rurais, urbanas, indígenas, lésbicas, deficientes,
idosas, jovens – que atuaram de forma articulada para garantir
propostas que promovam os direitos das mulheres e assegurem sua
autonomia. Uma mostra desta articulação foi a aliança
entre mulheres negras e indígenas na perscpetiva de atuarem
coletivamente nas questões de gênero, raça e
etnia.
Destaca-se na Conferência a aprovação, por referendum
em todos os grupos de trabalho, da diretriz que propõe a
revisão da lesgilação que pune o aborto no
Brasil, recomendando sua descriminalização e legalização.
Esta é uma reivindicação histórica do
movimento de mulheres e feminista, tendo sido bastante comemorada
pela maioria das mulheres presentes na CNPM.
Outra questão importante foi a moção de repúdio
à proposta do governo de desvincular os recursos da saúde
e da educação do orçamento, atendendo a exigências
do FMI. A moção mostra a posição das
mulheres em rejaçar qualquer proposta que comprometa a universalização
dos direitos detanto das mulheres e como dos homens.
Preocupadas com a questão ambiental, as mulheres presentes
na 1ª CNPM também aprovaram ma diretriz que propõem
assegurar em lei o Princípio da Precaução em
relação aos transgênicos, vetando a produção
e comercialização de produtos transgênicos até
que sejam feitos estudos de seus impactos sobre o meio ambiental
e a saúde humana.
Os resultados da conferência têm sido comemorados por
diversos setores do movimento de mulheres e os desafios apontados
agora são o de garantir a implementação das
diretrizes aprovadas. Um Grupo de Trabalho Interministerial foi
criado por Lula no primeiro dia da conferência para elaborar
o plano de políticas para mulheres. Cabe ao movimento ficar
atento ao plano que será consolidado, monitorando e fazendo
o controle social do mesmo.
Por Elizabeth Ferreira
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