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O Encontro sobre Turismo e Bancos Multilaterais,
realizado pela Rede Brasil e Coalizão Rios Vivos, em Salvador
nos dias 13 e 14 de setembro, reuniu um conjunto de entidades socioambientais
preocupadas com a gestão e os impactos dos programas de desenvolvimento
do turismo no Brasil em execução no Nordeste, Pantanal,
Amazônia e Região Sul, que têm apoio de Instituições
Financeiras Internacionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento
e são executados pelos governos estaduais e bancos regionais
a exemplo do Banco do Nordeste.
As ações desses programas, especialmente
no Nordeste, vêm resultando em passivos socioambientais. A
ausência de um processo efetivamente transparente na elaboração
e condução dos programas restringe a possibilidade
de que a sociedade contribua com sugestões e explicite suas
contradições e imperfeições.
Causaram estranheza as recentes declarações
de alguns governadores do Nordeste, afirmando que o excesso de burocracia
na aprovação dos Planos de Desenvolvimento Integrado
do Turismo Sustentável, PDITS, fará com que se retirem
do PRODETUR. Ao contrário dos governadores, as entidades
que participaram do encontro pensam que aprovar recursos a qualquer
custo, sem levar em conta princípios de sustentabilidade
e mecanismos de participação, não devem ser
aceitos pela sociedade e sim ampliados na perspectiva de sua democratização
e construção de um modelo de turismo realmente sustentável.
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