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Rio São Francisco


Mentiras e verdades sobre
a Transposição do Rio São Francisco

02/06/05

Frente Cearense por uma nova cultura das águas e contra a Transposição do Rio São Francisco

M E N T I R A S
Os Governos Federal e Estadual contam...
V E R D A D E S
As organizações da Sociedade Civil afirmam...
O Rio São Francisco não está morrendo; ele ainda é muito saudável e pujante. O Rio São Francisco está morrendo porque: não tem mais mata ciliar; 95% já foi desmatado e já perdeu 75% de sua vegetação; quase todo esgoto doméstico, industrial e hospitalar é jogado diretamente no Rio; projetos de irrigação intensiva e monocultura eliminam nascentes e pequenos riachos; a construção de barragens eliminou várias espécies de peixes. Por isso, ele precisa de um programa de revitalização para que volte a ser como antes.

A transposição não causará impactos ambientais porque teve parecer favorárel do Ibama.

“Estamos pensando num programa de desenvolvimento sustentável do semi-árido”. (Palavras do Ministro Ciro Gomes).

“Todas as questões que o Comitê de Bacias queria ver adaptadas no projeto já foram aceitas pelo governo”. (Palavras do Ministro Ciro Gomes).

O Ministro Ciro Gomes diz que o Comitê da Bacia hidrográfica do Rio São Francisco aprovou o projeto de transposição defendido pelo Governo Federal.

A Transposição causará impactos ambientais porque haverá extinção de espécies de peixes; aumento da erosão e assoreamento do leito do Rio, proliferação de doenças, devido ao lixo doméstico e hospitalar jogado em suas águas.

O parecer do Ibama foi rejeitado pelo Procurador da República. O estudo do Ibama não considera as 34 comunidades indígenas e as 153 quilombolas que estão na área de abrangência do Projeto.

A Diretoria do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco afirma que o Governo Federal tem atropelado os princípios do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, as competências legais do Comitê e o Plano de Recursos Hídricos da Bacia, contando para isso, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente.

A transposição garantirá água para 12 milhões de pessoas.

Somente 1% das águas do São Francisco será utilizado na transposição.

O projeto acabará com os efeitos da seca na Região.

Ela NÃO atenderá 12 milhões de pessoas necessitadas, destinando-se principalmente à irrigação, à carcinicultura e ao Porto do Pecém.

A obra, ainda que realizada, vai continuar requerendo investimentos para ações emergenciais de convivência com a seca

O governo federal organizou a realização de audiências públicas com a sociedade civil para fazer o debate. A estratégia do Governo com relação ao projeto foi evitar o debate. As audiências públicas foram apenas uma formalidade burocrática. Das 12 prevista, só quatro aconteceram,
“A transposição das águas do Rio é uma revolução na região que vai produzir efeitos extraordinários daqui a 5,6 ou 10 anos”, (Palavras do Presidente Lula)

A Transposição NÃO garantirá água para a população necessitada porque atenderá diretamente apenas parcela da população do semi-árido;

A água passará muito distante dos locais mais secos, onde a situação de seca é mais grave como, por exemplo, a região dos Inhamuns.

Serão deslocados de suas áreas, agricultores familiares para implementação de grandes projetos de irrigação, reforçando a concentração de renda e as desigualdades sociais;

O Governo federal irá fazer a transposição e, ao mesmo tempo, a revitalização do Rio.

O Governo Federal NÃO dispõe de recursos para fazer a transposição e a revitalização do Rio, ao mesmo tempo. O custo da transposição é altíssimo e se estenderá por vários anos.

A insegurança quanto ao fornecimento de energia aumentará, pois a transferência de água compromete a geração de energia. Já vivemos a experiência dos apagões no Brasil.

A água a ser retirada do Rio vai ser usada principalmente para matar a sede de milhões de nordestinos .

A transposição vai resolver definitivamente o problema da seca no Nordeste.

Um volume muito pequeno da água do São Francisco será utilizado para o abastecimento da população.

O projeto prevê o uso de até 1/3 da quantidade total de água disponível no Rio, para vários outros usos.

O Governo NÃO tem um projeto consistente para os problemas do semi-árido que garanta acesso e gestão adequada das águas.

O governo federal omite o valor final da água da transposição.

O projeto custará ao governo R$ 4,5 bilhões.

A Transposição vai elevar o preço das tarifas de água e de luz da população, devido aos altos custos de operação e manutenção.

O projeto implicará em investimentos que podem chegar a R$ 10 bilhões

*A FRENTE é composta por instituições não governamentais, fóruns, redes e movimentos sociais.

 

 
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