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No dia 6 de novembro, o Presidente dos EUA, George W. Bush estará no Brasil, em visita ao Presidente Lula. Até aí, nada demais, se o visitante não fosse o maior responsável, através da ação de seu governo, pelo recrudescimento da miséria, pela degradação ambiental, pela ameaça constante à soberania dos povos - seja através da intervenção militar seja através da cobrança de dívidas - pela instauração de um modelo que vem conduzindo os países à situação de extrema injustiça.
Desde várias gerações, o governo dos EUA tenta universalizar um projeto de dominação e saqueio do nosso continente, com o apoio do governo brasileiro, que vem abraçando uma política sub-imperialista principalmente na América do Sul, forjada num modelo centrado na lógica do mercado como único vetor do desenvolvimento. De fato, como anunciou o Ministro Furlan, o Presidente Lula "vai servir a Bush produtos que não estão na mesa dos americanos".
Lula vai servilmente organizar um banquete para agradar ao império, com as nossas melhores especiarias: nossa biodiversidade, nossas áreas preservadas, nossas águas de superfície e subterrâneas e nossa diversidade étnica. Todas elas servidas nas bandejas da ALCA, das PPPs, do Ajuste Estrutural, do Aquífero Guarani, da Lei da biodiversidade e da IIRSA. Isso poderá representar um fortalecimento dos acordos já em curso pela diplomacia brasileira. Vale lembrar que até agora nenhuma iniciativa do governo brasileiro - mesmo que frágil - de contestação à ordem econômica ditada por Bush e seus aliados europeus, teve o apoio do governo americano.
Se o Presidente Lula tivesse uma outra visão de desenvolvimento, esta visita poderia ser aproveitada para a discussão de temas que ameaçam a soberania latinoamericana tais como: a implantação de bases militares no continente, a intervençaõ "branca" na Colômbia, as constantes tentativas de desestabilização da Venezuela, o acobertamneto de terroristas e o bloqueio a Cuba. Talvez, com esse cardápio, Bush recusasse o "jantar" oferecido.
Estamos fazendo um chamado geral a todas as pessoas, movimentos e instituições defensores e defensoras dos direiots humanos, da igualdade, da solidariedade e da paz para: Dizer Não à ALCA; Dizer Não à Bases Militares; Dizer Não ao Ajuste Estrutural; Dizer Não à negociação da nossa biodiversisdade; Dizer Não à política intervencionista norteamericana. FORA BUSH! Fortaleza, 28 de outubro de 2005
Magnólia azevedo Said - ESPLAR
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