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“A revitalização da mamona é viável sim. Em consórcio com o feijão, ela complementa a renda da agricultura familiar. Com a mamona, o feijão compõem o consórcio perfeito. Terra não é problema porque o agricultor já planta normalmente cerca de dois a três hectares. A cultura da mamona reúne as melhores condições para se desenvolver no Estado. No atual governo, houve grandes avanços, como subsídios para compra de sementes selecionadas e atração de usinas. Hoje, o Ceará é auto-suficiente em mamona e em tecnologia. Resta solucionar o campo”.
Valdenor Feitosa
Gerente do Projeto Mamona do Ceará
“As políticas públicas atuais para os biocombustivéis são muito importantes para o desenvolvimento da agricultura familiar, em especial a cultura de mamona no Interior do Estado do Ceará. Mas falta ainda uma definição melhor do preço da mamona, pois nos patamares atuais ainda é mais vantajoso para as comunidades mais pobres continuar nas lavouras de subsistência. Só que o incentivo a esse tipo de energia renovável e limpa é estratégica não apenas no campo socioeconômico, mas também ambiental, uma preocupações da atualidade”.
Ivo Albuquerque
Engenheiro do Ider
“A produção da mamona no Ceará se tornaria mais viável com um sistema de associação entre os pequenos produtores. Eles teriam condições de gerar um volume de produção maior e que compense no preço comercializado. Mas não acho que o ritmo da agricultura familiar tenha que ser forçado pela demanda do biodiesel. As empresas só deveriam comprar a mamona de consórcios agroecológicos. Para o agricultor atender aos critérios de segurança alimentar, tem que plantar a mamona consorciada com o feijão e o milho”.
Lourival Almeida de Aguiar
Diretor do Esplar
Fonte: Diário do Nordeste
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