quem somos | projetos | produtos | campanhas | temas | publicações | e-mail
Relação de gênero | Artigos | Notícias| Opinião Especial

Insumo têxtil e calçadista
04/01/07

O antigo ´ouro branco´ já não beneficia mais apenas grandes produtores. Passa das mãos dos agricultores cearenses, para os pés de canadenses, neozelandes, europeus e asiáticos. O algodão agroecológico produzido em Tauá e em outros do semi-árido do Ceará desde 2004 transforma-se em tênis fabricados pela empresa francesa Veja Fair Trade.

Comércio justo

Adepta do comércio justo, a marca adquire quatro toneladas por ano da matéria-prima cultivada de acordo com técnicas que preservam o meio ambiente. Isso representa aproximadamente 57% da produção de algodão em pluma de cerca de 250 filiados à Associação do Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá (Adec). Brasileiros de várias regiões também vestem produtos feitos com as três toneladas restantes do algodão em pluma adquiridas pela Cooperativa de Costureiras Unidas Venceremos (Univens).
A cooperativa gaúcha integra a Justa Trama, grife criada a partir da produção cooperativa solidária.

Preço dobrado

Graças à Veja e à Justa Trama a produção do algodão agroecológico de cerca de sete toneladas por ano é escoada a preços bem superiores ao do algodão cultivado com técnica tradicionais. Em Tauá, uma usina tradicional compra a arroba deste algodão por cerca de R$ 12,00. Os associados da Adec recebem R$ 24,90 pela mesma quantidade de agroecológico. A Adec movimentou cerca de R$ 42 mil com a venda dessa matéria-prima neste ano. “Apesar da produção relativamente pequena, ela acaba sendo vantajosa porque o agricultor cultiva também outros produtos (feijão, milho, gergelim) e tem venda garantida”, avalia o agrônomo e diretor-adjunto do Centro de Pesquisa e Assessoria Esplar, Pedro Jorge Lima. A ONG é idealizadora e apoiadora do projeto.

O algodão em plantio consorciado, das técnicas de conservação do solo e no manejo ecológico de pragas é pioneiro no Brasil. Foi iniciado em 1990 como um trabalho de pesquisa em parceria com trabalhadores de Tauá, Parambu e Senador Pompeu. A proposta formulada em 1991 hoje serve de modelo para produtores da Paraíba, do Rio Grande do Norte, de Pernambuco e do Paraná.

Cristiane Bonfim Repórter

DADOS - 24,90 reais. É o preço pago pela arroba do algodão agroecológico. O valor é mais que o dobro do preço da matéria-prima tradicional, que é vendida por R$ 12,00 a arroba

Fonte: Diário do Nordeste

Mais notícias

 
 quem somos | projetos | campanhas | temas | publicações | e-mail
ESPLAR Centro de Pesquisa e Assessoria - Todos os direitos reservados - 2002 - 2007 ©
Web Site: www.esplar.org.br E-mail: esplar@esplar.org.br Skype: esplar (para fazer o download do programa)
Telefone: 85 3252 2410 - Fax: 85 3221 1324
Produzido, Atualizado pela Assessoria de comunição do ESPLAR e por TEIA DIGITAL