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O inconsciente coletivo está cheio de imagens cristalizadas acerca do semi-árido do nordeste. Aquela idéia de chão rachado, de ossadas de bichos mortos e de pessoas em mais profunda miséria está dando lugar à outra vida. Respeitando o bioma caatinga e a cultura local, é possível potencializar ações favoráveis ao crescimento sustentável de agricultores e agricultoras. É através da Agroecologia que muitas famílias estão re-conquistando sua dignidade no campo. O Esplar vem trabalhando desde a década de 90 com o algodão agroecológico e de lá para cá está conseguindo estabelecer um cultivo economicamente viável, ambientalmente sustentável e socialmente justo. Atualmente mais de 300 agricultores e agricultoras estão envolvidos/as neste processo em 9 municípios do Ceará: Quixadá, Choró, Canindé, Sobral, Santana do Acaraú, Forquilha, Tauá, Quixeramobim e Nova Russas. O algodão agroecológico está associado a, pelo menos, mais três culturas alimentares, como milho, feijão e gergelim. Assim, formam o consórcio agroecológico. Dessa forma é possível estabelecer uma prática em que o roçado produza culturas de renda e de segurança alimentar, associadas ao manejo e conservação de solo. A história do Ceará traz o cultivo do algodão como fonte de renda e de identidade às pessoas do campo. Portanto, resgatar o cultivo desta cultura de forma sustentável através da Agroecologia, é o trabalho que o Esplar vem desenvolvendo e que será mostrado nesta matéria exibida pela Rede TV! programa Good News, 5 setembro de 2009.
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