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É um projeto
desenvolvido há dez anos no semi-árido cearense, onde apóia
agricultores/as familiares na produção de algodão
ecológico. Em Tauá o trabalho é realizado em parceria
com a ADEC, desde 1994. Em Choró e Massapê foi iniciado em
2003, em parceria com os respectivos Sindicatos de Trabalhadiores Rurais.
O algodão
é cultivado em sistemas consorciados com culturas alimentares como
milho, feijão, gergelim e guandu, além de espécies
arbóreas como nim e leucena .
Nesses sistemas consorciados
os agricultores/as empregam técnicas de conservação
do solo, adubação orgânica, manejo ecológico
de pragas e promovem a diversificação de culturas, o que
resulta na colheita de produtos livres de resíduos químicos.
O projeto tem como
bjetivo gerar renda através da venda de produtos no mercado, em
especial o algodão, com maior valor agregado; diversificar a oferta
de alimentos sadios para as famílias que dele participam e melhorar
a qualidade do solo nas áreas trabalhadas.
O algodão
e outros produtos quando comercializados no mercado orgânico obtêm
preços vantajosos em relação aos produtos convencionais.
Em Tauá, CE,
o cultivo do algodão em bases agroecológicas produziu importantes
resultados produtivos: desenvolveu a consciência ecológica
de um número expressivo de pessoas, melhorou a qualidade do solo
e teve a adesão de mais de uma centena de agricultores/as familiares,
que utilizam em níveis diferenciados as tecnologias sugeridas.
Mesmo com limitações
quanto à escala de produção, inseriu a ADEC no mercado
de algodão orgânico, deu ampla visibilidade ao trabalho do
ESPLAR, da ADEC e de agricultores/as familiares de Tauá, por colocar
o Brasil entre os países produtores de algodão orgânico.
Desde 2002 o algodão
produzido em Tauá está sendo utilizado na produção
de fios artesanais por dois grupos de mulheres daquele município.
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