| A
valorização das sementes se efetiva através da organização
de Casas de Sementes Comunitárias compostas por famílias de
diversos municípios do Ceará.
Para formar uma Casa
de Sementes Comunitária, as pessoas interessadas devem estabelecer,
coletivamente, quais as necessidades do grupo, levando em conta a quantidade
e a variedade de sementes. A partir daí, estipula-se a quantia
que cada um deverá depositar para dar início ao trabalho.
As Casas de Sementes
funcionam através do sistema de “empréstimo e devolução”
. A quantidade de sementes a ser emprestada a cada sócio/sócia
para o plantio de seu roçado, bem como o percentual de acréscimo
dado a essa quantidade na hora da devolução, são
normas internas de cada Casa de Sementes, definidas coletivamente.
O controle do estoque
de cada Casa de Sementes é feito por uma coordenação
local, através de fichas de registro de entrada e saída
das sementes, cadastro de sócios e recibos.
No Ceará, as
Casas de Sementes estão integradas através da Rede de Intercâmbio
de Sementes-RIS-CE, composta por 129 Casa de Sementes distribuídas
em 13 municípios do Estado, tendo aproxidamente 2.330 famílias
associadas.
O trabalho da RIS-CE
é discutido e acompanhado por sua Coordenação, hoje
formada pelo ESPLAR, ADEC-Tauá, Cáritas Diocesana de Sobral,
STRs de Russas, Parambu, Crato, Canindé e Tamboril.
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