É
um privilégio poder participar do "Seminário Ameaças
dos Transgênicos: as propostas da sociedade" como expositora
das possíveis decorrências maléficas dos transgênicos
na saúde humana, cuja base ainda é a ignorância da ciência.
O "Seminário Ameaça dos Transgênicos: as propostas
da sociedade" marca a possibilidade de um novo diálogo da sociedade
civil com o governo nos embates sabre alimentos transgênicos em nosso
país, depois dos anos FHC, de triste memória. Cabe relembrar
que o governo FHC compartilhava do "figurino Bush": legalizar
o plantio e a comercialização dos transgênicos sem pesquisas
sabre o impacto ambiental e na saúde humana, além do confesso
desejo de transformar o povo brasileiro em cobaia, passando par cima de
questões relativas a biossegurança, assim como de elementos
basilares da pesquisa ambiental, animal, humana e da segurança alimentar.
O debate sabre os transgênicos se reacende diante do fato consumado
do estoque de toneladas de soja transgênica do Rio Grande do Sul,
plantada ao arrepio da lei. O desafio governamental é o que fazer
com a soja ilegal. O exemplar seria incinerá-la. Aos transgressores,
os rigores da lei: perda da safra contaminada (produtores) e reconversão
das lavouras (Monsanto). A Monsanto sairá lépida e fagueira
depois de burlar as leis de uma nação soberana, incentivando
um plantio proibido?
Diante das incertezas científicas sabre a transgênia e outras
técnicas da engenharia genética, entra em pauta a necessidade
de um processo massivo de "alfabetização em biotecnologia",
ao mesmo tempo em que os infratores devem passar também por uma "imersão
ética", visando sensibilizá-los que a Terra nos foi dada
em usufruto e é um dever legá-la saudável para as gerações
futuras. Eis o que deve significar o que está sendo chamado de "ajuste
de conduta", que em si quer dizer uma pauta ética a ser cumprida.
Para tal empreitada faz falta uma Comissão Nacional de Bioética.
No Século da Biotecnologia -segundo analistas, o carro-chefe da economia
do século XXI, convivemos com biotecnologias tradicionais (as antigas
biotécnicas) e modernas (engenharia genética, genômica,
proteômica e clonagem - manipulação biológica
que não manipula o DNA, o ácido desoxirribonucléico).
E correia afirmar que, incluindo a manipulação genética,
a biotecnologia e tão antiga quanta a história da humanidade,
mas a manipulação oriunda de técnicas de engenharia
genética, data de 1971 e resulta de manipulação do
DNA/engenharia genética-técnicas que manipulam o gene (pedaço
ou unidade funcional do DNA).
Organismo Geneticamente
Modificado (OGM) é fabricado por qualquer das técnicas de
engenharia genética: adição (transgenia); subtração
(destruição); substituição; mutagênese;
desativação ou destruição de genes. Todo transgênico
é um OGM, mas nem todo OGM é transgênico! Saiba: o
perigo do transgênico é que ele promove a quebra das fronteiras
entre as espécies, logo um transgênico é para sempre!
Como sempre digo, par ser a transgenia germinativa uma vez transgênico,
transgênico até morrer, e, de quebra, ainda deixa descendência
e poluição biológica e poluição genética!
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dos assuntos abaixo:
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Incertezas no paradigma da engenharia genética genética
Pela
participação popular qualificada nos debates e nas decisões
relativas à biotecnologia
O
"estado da arte" dos transgênicos
Animais
Transgênicos: humanizados, bizarros e fluorescentes!
Vegetais
transgênicos: impactos e na saúde humana
Sobre
a inocuidade dos seres e produtos transgênicos
Remédios
transgênicos são seguros?
Segurança
alimentar e rotulagem dos transgênicos
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